Tua nudez dormindo entre a Sibéria e o sol/ Gocho Versolari, poeta

 

Entre a Sibéria e o sol
você deita, você desmaia
e você se manifesta novamente.
Descalça,
seu jaleco branco
seu peito direito nu,
o cabelo ao vento que vem das nuvens
às vezes se tornam
em um cavalo alegre;
cavalo fragmentado
ou em potros de obsidiana
para levar você e suas pequenas réplicas
para a entrada da minha caverna.
Lá você desmaia na minha cama
e o anjo ordena que eu faça amor com você
enquanto as estalactites do dia
eles cavam nas minhas nádegas.
Me disseram:
apenas penetrando seu corpo relaxado
você vai acordar de madrugada
e você sentirá a vida como uma criança apaixonada
banhando de seus pés
para a alma
Então eu te amo devagar
enquanto a besta do dia fica louca por um momento
e depois afunda
nas horas da letargia.
Então eu te amo enlouquecendo a me
até eu ouvir da sua garganta
o eco de um gemido
que chega do fundo do seu sonho.
Entre a Sibéria e a lua
você vai descer novamente sorrindo
quebrando o crepúsculo com suas plantas macias.
Você vai me pedir comida
e nós dois vamos provar as frutas
do ceu,
da Terra,
do mar
e o nascer do sol da meia-noite
aquecerá nossos ossos.
Nossa vida

 

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GOCHO VERSOLARI

Comenta. Comenta. Son importantes tanto las caricias como las bofetadas.

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